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Arte que dá música, uma nova perspectiva no Acessibilidade

A arte é a expressão de maior valor dentro do projeto Acessibilidade, do Polo Cultural. Em uma turma no qual os problemas de comunicação são os que mais afetam a sociabilização e o aprendizado dos alunos, com deficiências diferentes, as mais diversas formas de artes são apresentadas de modo a permitir a livre manifestação dessas crianças.
As crianças da iniciativa tem como norte o teatro, mas existem várias etapas até que elas possam se comunicar através de uma representação teatral. As artes visuais, como a pintura e atividades manuais sempre tiveram boas respostas, como uma melhora na atividade motora e na concentração desses alunos. Agora, a música também entra nessa vivência do Acessibilidade.
A chegada da sonoridade nas aulas vem junto com a presença de Fabrício Cardeal, um jovem professor de música em vias de se graduar em musicoterapeuta. A atual formação chamou muita atenção da coordenadora do Acessibilidade, Bruna Burkert, que não titubeou em convidar o amigo para uma participação especial das aulas do projeto, no CEU Jaçanã, zona norte de São Paulo.
“Esse ano a gente reduziu a carga de teatro, pois já tinha avançado muito com isso no ano passado”, contextualizou Burkert. “Sempre percebemos a importância da sonoridade das aulas, desse trabalho. O legal é que não é só um professor de música, queria alguém com esse toque terapêutico”, destaca.

Integrados e em sintonia, Acessibilidade provou que também é banda.

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Quando a música é inserida nas aulas do projeto tudo ganha uma nova conotação e o ‘fazer bagunça’ também vira arte. “Eles ficaram felizes com os instrumentos que tinham feito – a primeira aula tratou do fazer artístico com instrumentos musicais a partir de recicláveis – e começaram a fazer bagunça com aquilo”, relatou a professora Bruna Burket. Fabrício se juntou às crianças para fazer da bagunça, música. Em pouco tempo os bagunceiros se viram inertes na música e parte da banda.
A construção dos instrumentos juntou duas manifestações artísticas para multiplicar os aprendizados. Enquanto os próprios alunos construíam os instrumentos com materiais recicláveis, eles podiam entender mais dos princípios para tocar e ainda ver que a música é mais acessível do que se imagina. Tudo vira música, da garrafa PET à bagunça.

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